DISTÚRBIOS ALIMENTARES

Por vezes ao tentar resolver algumas questões emocionais encontramos alívio em procedimentos muito pouco saudáveis, que embora nos façam sentido, também nos arrastam para um processo de sofrimento e de auto-destruição que não conseguimos controlar. Especialmente em jovens do sexo feminino encontramos os distúrbios alimentares (anorexia, bulimia e compulsão alimentar) e/ou auto-mutilação.

Se não compreendermos e tratarmos a nossa parte emocional iremos apenas olhar para as suas consequências, o que muito dificilmente trará quaisquer  resultados.

Embora o prognóstico da bulimia seja geralmente melhor do que o da anorexia, o risco de morte entre pessoas afectadas continua a ser maior do que o da população em geral.

Bulimia

A bulimia ou bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por períodos de compulsão alimentar seguidos por comportamentos não saudáveis para perda de peso rápido como induzir vômito (90% dos casos), uso de laxantes, abuso de cafeína e/ou dietas inadequadas. Outros métodos para perder peso podem envolver o uso de diuréticos, estimulantes, jejum de água ou exercício físico excessivo. A maior parte das pessoas com bulimia tem peso corporal normal. O forçar do vómito pode provocar pele espessa nas articulações e erosão dentária. Existe também um elevado risco de suicídio e de práticas de auto-mutilação.

A bulimia é muito comum entre pessoas que têm um parente próximo que sofreu ou sofre deste problema de saúde. O percentual de risco estimado atribuível a factores genéticos está entre os 30% e os 80%. Outros factores de risco para a doença incluem o stress psicológico, uma pressão cultural para alcançar um determinado objectivo, falta de auto-estima e obesidade.

O diagnóstico baseia-se na história clínica da pessoa, no entanto é difícil de identificar porque os que sofrem da doença tendem a ser muito reservados sobre os seus hábitos. A terapia cognitivo-comportamental consiste no principal tratamento para a bulimia. Embora o prognóstico da bulimia seja geralmente melhor do que o da anorexia, o risco de morte entre pessoas afectadas continua a ser maior do que o da população em geral.

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